O tempo hoje está para a escrita. Não vale a pena divagar muito. Recordo uns versos do poeta brasileiro, Carlos Drummond..."No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho..." (e já tenho assunto que baste!) E como toda a gente encontra uma pedra no meio do caminho, torna-se necessário saber defender-se...
Mas, agora, vou falar é das simpáticas pedras que nos oferecem as ruas de Lisboa. Encontram-se tão desorganizadas tão espezinhadas e desalinhadas e com interstícios de tal forma esburacados que deixam as senhoras muitas vezes em situações deveras caricatas e difíceis. E, entre o entalado salto, e o pé fora do sapato fica-se, momentaneamente, em posição de risco. Para, no último momento, se arrancar o pé do sapato! Valha-nos a lucidez! Mas nem sempre assim acontece...
Uma senhora passa. Fica-lhe um sapato preso no buraco. Não o descalçando, fica num desespero final em desequilíbrio, indo cair nos braços de um cavalheiro que passava na ocasião. E, nos braços do desconhecido permanece, até voltar à realidade (será um sonho ou foi um sonho talvez...) Depois lá consegue a posição vertical, acomodando-se e fazendo desaguar desculpas de comprometimento...
Porém, quando a chuva cai e os malditos buracos ficam camuflados? É o desastre para as viaturas e para os passageiros. Um autocarro da carris cai num buraco. Catrapuz! Ficou à banda. No interior ouvem-se gritinhos de aflição e imprecações giras de se ouvir... Mas uma dama que se desequilibra, vai cair completamente desamparada, no colo de um cavalheiro que se mantinha impávido e sereno no seu lugar. A senhora em questão, ri pela situação caricata e não consegue levantar-se. O drama inicial transforma-se num riso colectivo e salutar! Mas as filhas da referida senhora, quase indignadas , suplicam :- "Ó mamã, levante-se!
Ao que o cavalheiro, retorquindo de imediato, responde:- Ó minha senhora, deixe-se estar, que não incomoda...(risos a dobrar!!!)
Depois e a grande custo ... lá me levantei. Esta foi comigo , sim senhor. Acabada de chegar de Moçambique e não habituada a estas geringonças! E ainda sem carro para me movimentar.
Mas estas cenas hilariantes dão força ao riso e à alma das gentes!
...E se em vez de uma" pedra", encontrar um pedregulho no meio do caminho, dê-lhe o pontapé da indiferença mesmo entrando em delírio e com todas as dores do mundo! Atire-o bem longe.E nunca mais encontrará "pedras soltas" no meio do caminho.
Como o poeta a dizer e na forma que se entende..."nunca me esquecerei desse acontecimento/ na vida das minhas retinas tão fatigadas/ nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra..."
Torna-se necessário é saber atirá-la para longe e seguir em frente!
Que se entendam as diferenças...
Mas, agora, vou falar é das simpáticas pedras que nos oferecem as ruas de Lisboa. Encontram-se tão desorganizadas tão espezinhadas e desalinhadas e com interstícios de tal forma esburacados que deixam as senhoras muitas vezes em situações deveras caricatas e difíceis. E, entre o entalado salto, e o pé fora do sapato fica-se, momentaneamente, em posição de risco. Para, no último momento, se arrancar o pé do sapato! Valha-nos a lucidez! Mas nem sempre assim acontece...
Uma senhora passa. Fica-lhe um sapato preso no buraco. Não o descalçando, fica num desespero final em desequilíbrio, indo cair nos braços de um cavalheiro que passava na ocasião. E, nos braços do desconhecido permanece, até voltar à realidade (será um sonho ou foi um sonho talvez...) Depois lá consegue a posição vertical, acomodando-se e fazendo desaguar desculpas de comprometimento...
Porém, quando a chuva cai e os malditos buracos ficam camuflados? É o desastre para as viaturas e para os passageiros. Um autocarro da carris cai num buraco. Catrapuz! Ficou à banda. No interior ouvem-se gritinhos de aflição e imprecações giras de se ouvir... Mas uma dama que se desequilibra, vai cair completamente desamparada, no colo de um cavalheiro que se mantinha impávido e sereno no seu lugar. A senhora em questão, ri pela situação caricata e não consegue levantar-se. O drama inicial transforma-se num riso colectivo e salutar! Mas as filhas da referida senhora, quase indignadas , suplicam :- "Ó mamã, levante-se!
Ao que o cavalheiro, retorquindo de imediato, responde:- Ó minha senhora, deixe-se estar, que não incomoda...(risos a dobrar!!!)
Depois e a grande custo ... lá me levantei. Esta foi comigo , sim senhor. Acabada de chegar de Moçambique e não habituada a estas geringonças! E ainda sem carro para me movimentar.
Mas estas cenas hilariantes dão força ao riso e à alma das gentes!
...E se em vez de uma" pedra", encontrar um pedregulho no meio do caminho, dê-lhe o pontapé da indiferença mesmo entrando em delírio e com todas as dores do mundo! Atire-o bem longe.E nunca mais encontrará "pedras soltas" no meio do caminho.
Como o poeta a dizer e na forma que se entende..."nunca me esquecerei desse acontecimento/ na vida das minhas retinas tão fatigadas/ nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra..."
Torna-se necessário é saber atirá-la para longe e seguir em frente!
Que se entendam as diferenças...
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