Toda a gente já foi a um consultório médico. Certíssimo. Já repararam por acaso no comportamento das pessoas? Umas, fugindo ao olhar de alguém, escudando-se, outras, olhando para os lados, outras ainda, exibindo um ar superior e grave, olhando todos e não olhando ninguém, e há sempre outros, que quando pretendem olhar de frente e não conseguindo, pudicamente, baixam a cabeça à procura dos sapatos num disfarce ocasional...Mas outras há, que por vezes, vão saltitando com o olhar e arrasam a sala inteira que se remexe inquieta, momentaneamente... Também falo dos que pensam para dentro, exibindo angústia e desespero.
Se os olhos são o espelho da alma! Quanto disfarce é preciso para se não darem a ler a um olhar (in)discreto! tudo aconteceu para escrever o poema do desassossego... Este, o meu
Não é uma sala qualquer
É uma sala de espera
Uma sala onde se espera
mas uma sala serena
Só olhos bolem nos rostos
desassossego ocular
olha-se à direita e à esquerda
em frente, tudo é disfarce
nada há que se não gaste
num olhar perscrutador
olhando assim tanta gente
Uns olhos cavam bem fundo
outros sorriem a tudo.
Uns são soltos e ridentes
outros, mais triste, dolentes
passam por nós e perpassam
excluindo-se na atenção
E vai-se pensandoAdiante...
Estaticismo quase imposto
nesta sala que é de espera
uma sala onde se espera...
Esta sala tem um rosto
e tem braços nas cadeiras
e pernas assentes no chão
só lhe falta ter maneiras
Tem um poente à janela
no tecto ilhas brilhantes
que o dia já entardece
Tanta coisa aqui se tece
queixas burilam as mentes
apontam-se num bloco à parte
Corre o tempo mansamente
nesta sala acolhedora
Que não é triste nem contente
falta-lhe só, sim senhora,
falta-lhe a alma da gente!
iiiiiiisisabel isa
Se os olhos são o espelho da alma! Quanto disfarce é preciso para se não darem a ler a um olhar (in)discreto! tudo aconteceu para escrever o poema do desassossego... Este, o meu
Não é uma sala qualquer
É uma sala de espera
Uma sala onde se espera
mas uma sala serena
Só olhos bolem nos rostos
desassossego ocular
olha-se à direita e à esquerda
em frente, tudo é disfarce
nada há que se não gaste
num olhar perscrutador
olhando assim tanta gente
Uns olhos cavam bem fundo
outros sorriem a tudo.
Uns são soltos e ridentes
outros, mais triste, dolentes
passam por nós e perpassam
excluindo-se na atenção
E vai-se pensandoAdiante...
Estaticismo quase imposto
nesta sala que é de espera
uma sala onde se espera...
Esta sala tem um rosto
e tem braços nas cadeiras
e pernas assentes no chão
só lhe falta ter maneiras
Tem um poente à janela
no tecto ilhas brilhantes
que o dia já entardece
Tanta coisa aqui se tece
queixas burilam as mentes
apontam-se num bloco à parte
Corre o tempo mansamente
nesta sala acolhedora
Que não é triste nem contente
falta-lhe só, sim senhora,
falta-lhe a alma da gente!
iiiiiiisisabel isa
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