Pisa-se o silêncio de leve com as palavras salpicadas de uma leveza outonal Vêm deslizando por entre linhas e formas do pensamento que se entrecruza com os verões e invernos de um tempo que se repete sempre igual no calendário dos números e do tempo Nascem e morrem tão de repente as palavras feitas do silêncio como se a madrugada onde acordam se desfizesse no sepulcro da noite densa onde o...
s mistérios cavam bem fundo o ruído das palavras por achar... No silêncio jazem secretas e traiçoeiramente irrompem verdades nuns olhos de mágoa que se tentam afugentar como a chuva inesperada empurrada pelos ventos da mudança ou contradança Pisa-se o silêncio de leve com as palavras e sofregamente todos os pesadelos da noite se empolam num horizonte desvastador como o vendaval anunciado nesta linha curva desenhada na intempérie do fim de semana... Soltam-se as palavras adormecidas sonolentas neste bater de portas do pensamento a rangerem dolorosamente numa fadiga que se adivinha e que dolorosamente apela ao descanso e ao repouso do fervelhar incontrolável de tudo o que nos faz pensar burilado na inconstância da palavra leve breve insuportavelmente tida e achada mas acariciada pelo seu folgo e sempre oportuno desabafo...
isabelmonteiro
isabelmonteiro
2/11/2012
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