AI, que nos matam os sonhos
Quantos já os que se foram?
Não são flores nem jardins
nem tecto azul nos apraz
são os sonhos que se vão
... de relance ao nosso lado
em tudo se faz recato
num silêncio apavorado
deixando perder a voz
com sonhos em debandada
parecem fumos em brasa
queimados dentro de nós!
matam os sonhos da gente
Queimam-nos dia após dia
vazio o que a gente
na sombra da hipocrisia
Não são rosas puras belas
tão pouco cravos vermelhos
são bocas escancaradas
são gritos que valem nadas
são pessoas de joelhos
a pedir, clamando à vida
seus sonhos vão-se, desfeitos
desperdiçados p´los homens
frios cáusticos matemáticos
escrevem o país em excel ...
e num olhar sem razão
vão lançando a granel
fome raiva mágoa e pão
Ai, que nos matam os sonhos
feitos só de água e pão
e sabor de austeridade
no deambular da razão
O grito de um povo aflito
quando já nada é verdade
vão-se os sonhos, todos vão
no eco da liberdade!
25/04/2013
isabelmonteiro
Quantos já os que se foram?
Não são flores nem jardins
nem tecto azul nos apraz
são os sonhos que se vão
... de relance ao nosso lado
em tudo se faz recato
num silêncio apavorado
deixando perder a voz
com sonhos em debandada
parecem fumos em brasa
queimados dentro de nós!
matam os sonhos da gente
Queimam-nos dia após dia
vazio o que a gente
na sombra da hipocrisia
Não são rosas puras belas
tão pouco cravos vermelhos
são bocas escancaradas
são gritos que valem nadas
são pessoas de joelhos
a pedir, clamando à vida
seus sonhos vão-se, desfeitos
desperdiçados p´los homens
frios cáusticos matemáticos
escrevem o país em excel ...
e num olhar sem razão
vão lançando a granel
fome raiva mágoa e pão
Ai, que nos matam os sonhos
feitos só de água e pão
e sabor de austeridade
no deambular da razão
O grito de um povo aflito
quando já nada é verdade
vão-se os sonhos, todos vão
no eco da liberdade!
25/04/2013
isabelmonteiro

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