sábado, 25 de maio de 2013



O CONSELHO DE ESTADO...





O inverno continua a assolar o coração dos portugueses.
De facto, ontem mais ou menos por esta altura , sabia-se que tinha havido um Conselho de Estado durante cinco ou sete horas. Aguardei com alguma expectativa o seu resultado. Ia sendo anunciado a sua leitura resumida, referia o jornalista de serviço.... Foi pela noite já alta que veio a ser lido o resultado do grande encontro. Chegou o mensageiro da grande notícia. Assim pensávamos.Mas houve um breve impasse... Ou os microfones não funcionaram logo ou algumas medidas lá para trás fizeram parar o comunicador que ficou estático a olhar no vago.... O tal "suspense..."
 Finalmente, foi lido com precisão de quem se lembra bem dos princípios básicos para uma boa leitura: pausadamente e medindo cada sílaba para que a palavra ou palavras, resultassem. Mas o que não resultou foi o conteudo!... Fiquei engasgada estupefacta sempre à espera que mais viesse. Tal não foi o meu espanto, não veio mais nada!

O que foi transmitido?! Não sei. Nada foi esclarecedor e eu não percebi absolutamente nada porque nada foi dito... E teve quatro ou cinco momentos de expectativa!!! Primeiro...Segundo...Terceiro...Quarto... = ZERO!

Como professora de português nunca tive dúvidas de em excepcionais momentos o poder da subjectividade  é , por vezes, intransponível a uma interpretação condizente. Mas consegue-se lá chegar! Só que neste caso não houve sequer contexto para que pudesse haver subjectividade...

...E lanço as mãos à cabeça e à invernia do pensamento que foi de tantos, sem já saber se haverá algum código desconhecido que torne possível a interpretação de uma leitura cerrada como aquela ou se os nossos cérebros deixaram de funcionar por influência "daqueles..."

...escoa-se o país de gente em debandada e escoa-se a palavra certa na hora certa. Estamos lixados!!!

isabelmonteiro

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