Não sei nada senão que vou sabendo alguma coisa. Mas tudo me baralha. A política a sociedade a economia a educação e por aí fora.
Neste país não se pensa. Ninguém pensa. Parece que tudo marcha sem rumo e sem metas. Tudo se confunde e entra em confusão.Problema nacional? (oiço uma voz dizer aqui ao lado, na TV, num debate de palavras que nunca se completam)
O país está doente. Todos o dizem mas ninguém acerta no diagnóstico. Não lhe prestam a verdadeira atenção.A crise alonga-se. E vão acabando com tudo para não terem nada.
As telenovelas pegaram. Por tudo se fazem telenovelas.Mas sem enredos lógicos e abonatórios. Aqui os campos da política e da Justiça a protagonizarem o verdadeiro caos. Condena-se. Silenciam as vítimas. A condenação, neste país é virtual. Caso único.
A televisão que todos nós pagamos, serve de palco apenas, e a um arguido que vem autoconfessar as suas mágoas e infortúnios...Apelando à emoção e tentando convencer. Os magistrados são, desta forma, denegridos e injuriados.
Outras máscaras acenam vitórias. Os processos arquivam-se. O povo esmorece. O país é mudo. Todos contestam e ninguém contesta. Dizem, por medo!
Enrolam-se para dentro e ouvem-se a um canto escuro da casa. Não sabem nada e não querem nada! Querendo tudo.
Enquanto, lá fora, falo do estrangeiro, as leis são duras e implacáveis. E cumprem-se.
Portugal, personagem vulnerável, está em AVC concomitante.
Também um vírus arremeteu às cabeças, que sacodem as penas de pavão a convergir no riso hilariante dos comícios voluntários. E a pulularem sempre nas notícias.
Tudo isto me parece tão virtual que me esgano toda para me convencer da realidade.
O que não será com os pobres de Cristo que vêem nestes programas apenas emoções, encarando-as,por vezes, até às lágrimas.Mas, no entanto, ninguém sabe por que é que chora! A grande virtude desta virtualidade?
...Não sei nada senão que vou sabendo alguma coisa. Mas tudo me baralha. O país está doente. A arder. Também desvastado com tanta notícia repetida. O país é uma repetição diária... O que me aflige e me perturba é pensar que toda esta representação na política na justiça na economia na educação sofre sempre reticências...É um país aguardando.
O medievalismo já venceu há muito o grande e enorme buraco da cegueira.
Da Caverna de Platão, já se fez luz há muito! Bastou um destemido querer experimentar o espaço exterior através de um pequeno raio de sol para saber do mundo.Lá fora. Grande o choque mas venceu.
Que desse raio, ainda se faça uma luz intensa na justiça na política na educação na economia...Só assim seremos uma realidade perfeita de um país que ousamos merecer. Com homens de verdade! Sobretudo dignos e sem medo do Medo.
...Sempre vou sabendo alguma coisa. Se soubesse tudo o que não seria para rechear curiosidades. E assim se fica neste marasmo de uma terrena eternidade. Até quando?
Isabel Ribeiro Monteiro
30/09/2010
Neste país não se pensa. Ninguém pensa. Parece que tudo marcha sem rumo e sem metas. Tudo se confunde e entra em confusão.Problema nacional? (oiço uma voz dizer aqui ao lado, na TV, num debate de palavras que nunca se completam)
O país está doente. Todos o dizem mas ninguém acerta no diagnóstico. Não lhe prestam a verdadeira atenção.A crise alonga-se. E vão acabando com tudo para não terem nada.
As telenovelas pegaram. Por tudo se fazem telenovelas.Mas sem enredos lógicos e abonatórios. Aqui os campos da política e da Justiça a protagonizarem o verdadeiro caos. Condena-se. Silenciam as vítimas. A condenação, neste país é virtual. Caso único.
A televisão que todos nós pagamos, serve de palco apenas, e a um arguido que vem autoconfessar as suas mágoas e infortúnios...Apelando à emoção e tentando convencer. Os magistrados são, desta forma, denegridos e injuriados.
Outras máscaras acenam vitórias. Os processos arquivam-se. O povo esmorece. O país é mudo. Todos contestam e ninguém contesta. Dizem, por medo!
Enrolam-se para dentro e ouvem-se a um canto escuro da casa. Não sabem nada e não querem nada! Querendo tudo.
Enquanto, lá fora, falo do estrangeiro, as leis são duras e implacáveis. E cumprem-se.
Portugal, personagem vulnerável, está em AVC concomitante.
Também um vírus arremeteu às cabeças, que sacodem as penas de pavão a convergir no riso hilariante dos comícios voluntários. E a pulularem sempre nas notícias.
Tudo isto me parece tão virtual que me esgano toda para me convencer da realidade.
O que não será com os pobres de Cristo que vêem nestes programas apenas emoções, encarando-as,por vezes, até às lágrimas.Mas, no entanto, ninguém sabe por que é que chora! A grande virtude desta virtualidade?
...Não sei nada senão que vou sabendo alguma coisa. Mas tudo me baralha. O país está doente. A arder. Também desvastado com tanta notícia repetida. O país é uma repetição diária... O que me aflige e me perturba é pensar que toda esta representação na política na justiça na economia na educação sofre sempre reticências...É um país aguardando.
O medievalismo já venceu há muito o grande e enorme buraco da cegueira.
Da Caverna de Platão, já se fez luz há muito! Bastou um destemido querer experimentar o espaço exterior através de um pequeno raio de sol para saber do mundo.Lá fora. Grande o choque mas venceu.
Que desse raio, ainda se faça uma luz intensa na justiça na política na educação na economia...Só assim seremos uma realidade perfeita de um país que ousamos merecer. Com homens de verdade! Sobretudo dignos e sem medo do Medo.
...Sempre vou sabendo alguma coisa. Se soubesse tudo o que não seria para rechear curiosidades. E assim se fica neste marasmo de uma terrena eternidade. Até quando?
Isabel Ribeiro Monteiro
30/09/2010
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