Hoje bateu-me o outono à porta. Nem queria acreditar! Desgovernado, cabelos eriçados ao vento, a tez amarelecida, olhos encovados num cinzento imaginado toldando as casas e os ares. Entristeci de repente. Abateu-se igual tristeza nas pessoas e nas ruas. Escorraçado não sei de onde, mais parecia um furacão a acometer-nos de surpresa. O mundo ficou mais escuro e o céu perdeu o brilho de outrora. Vontades anuladas. Os projectos de saídas mudaram para outro dia. Fechei a porta irritada. Rodaram nos gonzos todos os fechos possíveis. E só mais tarde abri as janelas. Para olhar. Começam a despir-se as árvores exibindo a sua natural nudez. Erguem-se assim como fantasmas e as folhas caídas e amarelecidas servem agora de alcatifas no chão. O vento fará o resto.Erguendo-as no ar a borrifarem os ares mas sem regressos.
O outono bateu à porta da rua de todos. Aberta e escancarada não houve quem o evitasse. Tão de repente surgiu.
Cruzou-se na curva do tempo com um verão de ontem ainda de promessas. Irritados ou mal habituados? As etiquetas no tempo perderam a verdade no calendário. O aquecimento ou o arrefecimento brusco da terra que habitamos?
Eu só não queria era chegar tão de repente a este desaforo. Que uma réstea de sol nos vá ainda encaminhando e protegendo para não acontecer sob este céu cinzento e no desabar da chuva a tristeza repleta dos dias. Também para conforto da alma. Que um raio de sol a aqueça de vez em quando. Faz tanta falta!
Entretanto, o dia abriu um pouco mais tarde com uma réstea de esperança na presença do sol apetecido. Abri a porta de repente e aproveitei para uma saída breve. E que bem me soube a bica quentinha. À noite tudo me é indiferente.Até o outono.
O outono bateu à porta da rua de todos. Aberta e escancarada não houve quem o evitasse. Tão de repente surgiu.
Cruzou-se na curva do tempo com um verão de ontem ainda de promessas. Irritados ou mal habituados? As etiquetas no tempo perderam a verdade no calendário. O aquecimento ou o arrefecimento brusco da terra que habitamos?
Eu só não queria era chegar tão de repente a este desaforo. Que uma réstea de sol nos vá ainda encaminhando e protegendo para não acontecer sob este céu cinzento e no desabar da chuva a tristeza repleta dos dias. Também para conforto da alma. Que um raio de sol a aqueça de vez em quando. Faz tanta falta!
Entretanto, o dia abriu um pouco mais tarde com uma réstea de esperança na presença do sol apetecido. Abri a porta de repente e aproveitei para uma saída breve. E que bem me soube a bica quentinha. À noite tudo me é indiferente.Até o outono.
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