sábado, 16 de abril de 2011















Os fins de semana são para mim uma paragem longa. Difícil mesmo. Outrora eram fugas salutares e percorriam-se distãncias inimagináveis. Era outra a alegria outra a disposição. Era não estar só. Era ser mimada e adorada. Era tanta coisa mais... Tento saltar o fim de semana. Ou correndo para uns ou negando os dias do final da semana. Neste último caso, o tempo fecha-se numa arrecadação onde apenas um raio de luz o ilumina. Fecho-me também mas com alguma luminosidade. O refúgio na música na distância noutros mundos fixos e que não se perdem na memória. Hoje o dia esteve cheio de um sol radioso. Gozei-o um pouco lá fora. Com o meu neto mais velho. O Filipe. Falou-se de tudo um pouco. Digamos que uma conversa longa alargada à Cultura à Arte aos livros ao Curso que vai terminando. Com orgulho, um rapaz às direitas. Depois tudo à volta se apaga como um relâmpago de inverno.



...Sinto este país estremecer. Sinto tudo e todos à deriva. Sinto um fecho abrupto sobre as pessoas. Receosas andam e pouco ou muito se lastimam... O país está num impasse. Ao que esta governação reduziu este país. Para alguns, a metê-los numa espécie de Caverna de Platão onde um raio de luz muito ténue ainda os aconchega. Mas, no entanto, estes já viram o mundo das coisas. Têm agora é medo dos homens! Quem nos salvará? Infelizmente´reina ainda muita ignorância do estado a que chegou Portugal. Claro que os que continuam felizes têm estórias incontornáveis. Com algumas excepções...Portugal está um autêntico pantanal! (Eça falava em lodaçal...)



...Não. Tentarei os fins de semanas mais saudáveis. No próximo, irei como às vezes acontece, percorrer kilómetros no agradável Paredão, de Paço de Arcos a Oeiras ou ainda mais à frente... Pensar é afinal estar vivo e nem sempre é "estar doente dos olhos" (A.Caeiro) Pensar, afinal, também é uma forma de ser feliz. A escrita distrai-me e leva-me aonde eu quiser. Entretanto, o tempo, metido na arrecadação , esgotou-se e adormeceu. Rodei as chaves para se libertar logo pela manhã. Rodo as minhas, para o fecho de mais uma noite...

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