Ó Rufina ouve também esta. Adorava cantar o fado e dava uns trinados bem dados. Ora uma vez, um tio meu que era um dos directores do então, Rádio Graça, propôs aos meus pais levar-me à rádio para me ouvirem e gravar a voz. Foi um susto! "O quê? fadistas na família? Isso não. As velha tias também concordaram. Só em família!" Sentença cumprida.
Mas uma ocasião na serra de Sintra, estando um grande ...
Mas uma ocasião na serra de Sintra, estando um grande ...
aglomerado de gente (lanchava-se por ali gozando os ares) e nós, incluindo esse meu tio, ele sem quaisquer avisos disse em voz alta:" Silêncio que se vai cantar o fado! "Todos se olharam e de repente, a garota que eu era, dos meus 15 anos, enfrentei a multidão e cantei... (imitando os trinados da Amália)As palmas ecoaram por entre tudo e todos. Senti-me a pisar o palco maior do mundo. Todos ficaram convencidos mas a família inabalável..."fadista?! Nunca!"
O que se perdeu?! Talvez... Outra música tomou conta de mim outra a poesia pois que aos 17 anos lançava para a então "Gazeta do Sul" do Montijo, e que meus pais assinavam, os primeiros e singelos poemas de amor...
Por que vos conto isto? Então recordar não é viver?! Porque nada se vai apagando no caminho... E entre o estar lá e cá , ontem e agora, vamos recriando a nossa vida que afinal é apenas uma e única! Que bem me soube este transporte ao passado, ao meu "ontem", com todas as minhas saudades e prestando, neste momento, homenagem à maior e melhor intérprete do Fado: AMÁLIA Rodrigues!
Em plena actuação no Café Martinho da Arcada onde estiveram presentes 100 elementos constituídos por professores e alunos da nossa Escola D.JoãoV, e se realizou um jantar de despedida do ano lectivo 2002/03, que organizei e que terminou com fados e guitarradas... Também se cantou o fado à desgarrada! À viola o Dr. Jorge Miranda, médico amigo e seu colega Dr. Paulo, acompanhando esta amália... isabel!
O que se perdeu?! Talvez... Outra música tomou conta de mim outra a poesia pois que aos 17 anos lançava para a então "Gazeta do Sul" do Montijo, e que meus pais assinavam, os primeiros e singelos poemas de amor...
Por que vos conto isto? Então recordar não é viver?! Porque nada se vai apagando no caminho... E entre o estar lá e cá , ontem e agora, vamos recriando a nossa vida que afinal é apenas uma e única! Que bem me soube este transporte ao passado, ao meu "ontem", com todas as minhas saudades e prestando, neste momento, homenagem à maior e melhor intérprete do Fado: AMÁLIA Rodrigues!
Em plena actuação no Café Martinho da Arcada onde estiveram presentes 100 elementos constituídos por professores e alunos da nossa Escola D.JoãoV, e se realizou um jantar de despedida do ano lectivo 2002/03, que organizei e que terminou com fados e guitarradas... Também se cantou o fado à desgarrada! À viola o Dr. Jorge Miranda, médico amigo e seu colega Dr. Paulo, acompanhando esta amália... isabel!
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Ana Maria Oliveira uma grande mulher! Tem toda a minha admiração. Foi - é - um prazer conhecê-la. beijinhos
Isabel Monteiro A Ana Maria é que é uma mulher admirável e vindo de si o elogio mais "vaidosa" fico... De facto, consegui sempre preencher a minha vida, enquanto professora do E-S. fazendo sempre coisas diferentes, desde sessões de poesia com escritores amigos que levava à escola, ao teatro a sério e musicado com danças clássicas regionais e modernas adaptações de peças de autores portugueses etc etc Tudo isso me preencheu a vida e a alma que não só dar as minhas aulas. Aliás tudo isso eram o prolongamento dessas mesmas aulas para incentivar os alunos. Eles adoravam, claro...
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