sábado, 2 de março de 2013

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hoje abri uma arca antiga
com muita roupa lá dentro
sedas rendas tules cores
como se fosse um convento!
Em cada peça, uma marca
que o tempo lá foi deixando
muito embora a escuridão

Oxigenação merecida
tudo se refaz na vida
... mesmo na fronte eludida
espasmos de seda serão

Depois já à luz do dia
despida a arca do tempo
cinética foi a visão
nessa nudez concebida
nesse abandono dormente
deserto de rostos e corpos

Caem silêncios amorfos
Ficam os trapos na mão

isabelmonteiro
in, "Poemas com sabor a Sol..."

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