Tudo e todos nos vão atraiçoando à descarada. Como se já não bastasse, até a Primavera, hoje, se escondeu e deixou entrar no palco imenso e desmedido da Terra, este dia de Inverno chuvoso e triste.
Tudo ficou toldado pela cor cinzenta escu...ra, despenhando-se da atmosfera, e num caudal permanente, a chuva que ainda mais atrofiou o ambiente circundante.
Tudo reduzido à mesquinhês de um tempo avaro que pára e reduz o dia à noite e ainda, transporta o pensamento a lugares vazios e sem amanhãs... Faz-se sentir o frio e os agasalhos voltaram à ribalta dos corpos desejosos de sedas e de levezas coloridas.
Entristeceu a terra inteira e tudo ficou enterrado entre o cimento dos prédios altos, a correria dos transeuntes e o andamento cauteloso do trânsito. Um fecho tenebroso da cidade vindo das alturas, numa imensidão de nuvens compactas a servir de tecto do mundo! Olha-se e desvia-se o olhar. A chuva entristece e a
escuridão perturba. Acendem-se as luzes na noite cedo e densa!
A Natureza depressa se apagou e se amarfanhou nos ramos entontecidos e reduzidos à imensa escuridão. O sol por lá ficou
adormecido e a sonhar com a sua primavera que despertará quando o mau tempo passar...
Assim acontecesse nas nossas vidas precárias pela má governação e imaturidade dos homens, esse outro despontar de um novo dia, mesmo bastando para isso uma pequena réstea de sol...
E que a Primavera nos dê brevemente essa abertura alargada em toda a sua pujança dos verdes do colorido das flores e do brilho intenso do Sol. Apesar de tudo, a nossa alma poderá sorrir e crescer na esperança.
isabelmonteiro
25/03/2013Ver mais
Tudo ficou toldado pela cor cinzenta escu...ra, despenhando-se da atmosfera, e num caudal permanente, a chuva que ainda mais atrofiou o ambiente circundante.
Tudo reduzido à mesquinhês de um tempo avaro que pára e reduz o dia à noite e ainda, transporta o pensamento a lugares vazios e sem amanhãs... Faz-se sentir o frio e os agasalhos voltaram à ribalta dos corpos desejosos de sedas e de levezas coloridas.
Entristeceu a terra inteira e tudo ficou enterrado entre o cimento dos prédios altos, a correria dos transeuntes e o andamento cauteloso do trânsito. Um fecho tenebroso da cidade vindo das alturas, numa imensidão de nuvens compactas a servir de tecto do mundo! Olha-se e desvia-se o olhar. A chuva entristece e a
escuridão perturba. Acendem-se as luzes na noite cedo e densa!
A Natureza depressa se apagou e se amarfanhou nos ramos entontecidos e reduzidos à imensa escuridão. O sol por lá ficou
adormecido e a sonhar com a sua primavera que despertará quando o mau tempo passar...
Assim acontecesse nas nossas vidas precárias pela má governação e imaturidade dos homens, esse outro despontar de um novo dia, mesmo bastando para isso uma pequena réstea de sol...
E que a Primavera nos dê brevemente essa abertura alargada em toda a sua pujança dos verdes do colorido das flores e do brilho intenso do Sol. Apesar de tudo, a nossa alma poderá sorrir e crescer na esperança.
isabelmonteiro
25/03/2013Ver mais
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