sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Chove lá fora e eu fui ver a chuva cair. A rua é deserta e a noite coberta de nuvens e fantasmas que se movimentam com as rajadas de vento que por ali passeia, soturnamente sibilando...
A palmeira, ali perto, ergue-se no seu pedestal, quase centenária e furiosamente desgrenhada nos seus ramos fortes parece ganhar o ritmo do espaço africano...
A tristura de um inverno acabrunhado que se encosta no...s agasalhos quentes e nos olhares perdidos da multidão, efusivamente triste, a mergulhar nas ruas pardacentas da cidade.
O ar é frio e há rictus amargos nos rostos que vão pululando e dando a vida de passagem às horas do tempo que passa. Sempre indiferente!
...A chuva continua caindo e não despega da alma que terna e intempestivamente encharcada vai cada vez mais desaguar nas margens alargadas da saudade!
isabelmonteiro.
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