quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

 
 
 
 
 
 
 

O contraponto desta Lisboa que eu amo apreciada numa das minhas crónicas de ontem quando as escrevia para o jornal "Correio da Manhã

 
 
 
 
 
 
 
...Quando valia a pena viver em Lisboa calcorreando as suas ruas os seus bairros típicos salpicados com os seus pregões matinais e que eram a sua voz a sua alma o seu despertar... e aquela visão cinética que me ficou e que tanto apreciava aquando muito jovem vinha passar uns dias a casa de uns tios e desfrutava da varanda da sua casa , ali na Penha de França e também na Graça. E eram os ardin...as o padeiro as peixeiras as hortaliceiras o leiteiro e era eu a olhar extasiada todo aquele espectáculo único de vida a correr como sangue a correr em nossas veias.
Depois, à tardinha , no Chiado admirar todo aquela multidão distinguindo-se os jovens garbosos da Escola de Exército e as jovens nos seus passos ligeiros e airosas e que procuravam ali e a seu jeito a troca de um olhar enamorado... Eu , por essa altura adorava era lanchar na Baixa o meu copo de leite e o bolo de arroz. Que bem me sabia!
Era Lisboa, a menina bonita de chinela no pé e de saia rodada ou de salto alto e saia travada mas sempre com aquele ar maroto e prazenteiro de conquista. E, mais tarde, pela noite, as enchentes do teatro de revista ou do cinema com a novidade sempre crescente dos grandes filmes de então. Do suculento bife à café que se comia com gosto e alvoroço pelo programa que as noites ofereciam. E que nos faziam brilhar pelo gosto de trajar bem. A Lisboa de outros tempos e sem grandes contratempos!!! Era essa
a ..."Essa Lisboa que eu amo!"

isabelmonteiro

 

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