terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MEMÓRIA

Labiríntico reencontro
de encontros ténues
ternuras diluídas
em vitrais de sombra e luz
e onde qualquer porta
que se abre
nos enternece, acorda ainda
e nos seduz
...
Nossa memória
onde tudo se resguarda
e cabe
ermo de dissipados sonhos
e de tristes fados
É mansão de luxo  
de portas entreabertas
mosaicos de mil cores
 suspensos por fios de oiro
em dura trave

Nossa memória flui
em sensações estranhas
na maresia de todos os sentidos:
um gosto apetecido
um cheiro a derramar
a visão do que foi perdido
um fio de água numa fonte
a gotejar...
Tudo se funde e confunde
assim desvanecido
e onde apetece, às vezes; espreitar

Leva-nos a memória
ao tempo que se quer
e onde a ténue luz
ainda resta e arde
Remete-nos a memória
ao tempo que Deus quiser
seja hoje ou nunca
seja cedo ou tarde!

Lx, 14/01/2013
isabelmonteiro

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