São vozes que vêm até mim. São as vozes a sair de mim. As vozes nas palavras a dizer... As vozes nas palavras a sentir. As vozes do silêncio que o penetram no mais recôndito turbilhão da alma. As vozes da escrita onde me calo e adormeço. As vozes na escrita onde permaneço.
E a escrita chega-nos de vários pontos e acomoda-se numa prosa de certo modo elitista e que se vai construindo pela noite fora como páginas de um livro sem autor e sem rosto. A comunicação é um dom é um prazer é um aprender é um saber falar na mudez da palavra. Comunicando sempre.
Continuo atenta à escrita. À voz da escrita. Às vozes na escrita onde a minha, encontra encruzilhadas de conhecimentos comuns. Por isso, quando se intercruzam vozes, tento agarrá-las, e depois, deixo-as diluir no desgaste das mesmas... As vozes na escrita têm uma alma por detrás. As vozes da escrita sussurram e ajustam-se numa composição onde a troca de impressões é sempre oportuna e salutar.
Às vezes, vou nessa paisagem deambulante da escrita e só dou pela minha existência e a dessa escrita, quando o relógio me assinala a madrugada!
Outras são as vozes que me envolvem e me dizem tanto! Por isso, na minha escrita, a voz que me enleia e que me transcende e para a qual nunca tenho resposta, porque no vazio das linhas ou do papel em branco, jamais encontraria palavras que chegassem a fazer transbordar a alma e o coração.
Dessas, faço apenas a minha voz...
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