domingo, 1 de julho de 2012


Há momentos na vida que se devem assinalar. Momentos muito breves para o tamanho pequeno ou grande que os acontecimentos tomam. A vida tudo nos dá e tudo nos tira. Quer seja recheada de alegrias ou de tristezas. Há sempre um pêndulo para tentar o equilíbrio e que está dentro de nós e com alguma contenção. É por isso mesmo que não gritamos quando temos de gritar ou de chorar. É por isso mesmo que n...ão desatamos às gargalhadas quando a felicidade é connosco. Tudo tem o seu peso e medida. Só a vida se esgueira no tempo e nós por dentro dela. Somos todos diferentes a olhar a vida. Somos todos iguais a senti-la. Perturbamo-nos e comovemo-nos com pequenas e grandes coisas. Ao olharmos para fora de nós. De tudo o que a vida me deu e em pleno e num grande amor a vivi, foi agora lançada, parte dessa vida vivida, desse sentir a vida, num livro de poesia...Com Sabor a Sol a Sal A-mar. Revivi a minha vida nestas longas noites, em que numa comunhão a sós com a alma, consegui que viessem até mim todas as recordações, tantas recordações que um passado, o meu passado, não apagou. Nem apagará. Vivi recordações, noite após noite, como se estivesse no outro lado da vida e a vivê-la de novo. Demorei algum tempo a sair dela ou continuo a permanecer?... Como é difícil deixá-la de novo ali... Eram fragmentos de seda e de oiro soltos no tempo a cobrirem todos os espaços onde a felicidade a dois era uma certeza. Acendi uma vela, cobri os poemas com uma toalha branca de linho... Depois, libertei-os nas palavras certas e aqui estão. Já não me pertencem intrinsecamente pois são já de todos. Fico de fora a apreciar o efeito do meu sentir em vós. Por tudo aquilo que me têm dito, considero-me uma pessoa emocionadamente feliz! E escorrem-me as lágrimas sem eu saber porquê ou saberei? Com esse Sol que brilhou na minha vida com esse sabor a Sal de momentos menos bons mas com esse Mar na distância das grandes aventuras e sobretudo desse A-mar que foi único e verdadeiro. A todos os meus amigos a toda a minha família o meu sentir profundo , nesse...."Hoje sinto o que não sinto/ mas pressinto/ Se for verdade o que sinto/ É verdade que não minto/ Mas este sentir / que sinto/ Tem tantas voltas e "nós"/ Tamanhos ecos na voz/ Que se sentir o que sinto/ E disser o que não sinto/ Fica o sentir na metade/ E nada será verdade

vossa
isabelmonteiro
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    • Antonio Miguens Miguens Maria
      O meu respeito imenso e os meus parabéns à mulher que de tanto andar, de tanto olhar, ver e sentir, de viajar e parar, para depois escrever, aqui nos deixa o seu testemunho, oferecendo-nos uma parte de si - os seus poemas - com o sabor do S...ol que a iluminou e aqueceu, com o sabor do Sal, de caminhos mais difíceis e tortuosos que a vida reserva e o Amar, amar o que escreveu... e o que percorreu para escrever o que escreveu ! ... Ainda não li, mas hei-de ler...Ver mais
       

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