segunda-feira, 2 de julho de 2012

INTERVALO
Não sei bem o que se passa...Se culpa do acordo ortográfico se do clima desnorteado se da crise que desmorona os cérebros!...O que é certo é que o diálogo cada vez mais se torna difícil de entabular e de prosseguir para chegar a bom termo. Ora oiçam ou leiam como se estivessem à assistir ao que me aconteceu no Hospital da Luz.
Informações. Fila ligeiramente curva à espera. Também me enfilei e a...guardei com aquela paciência de aparentar uma calma olímpica. Chegou a minha vez. Olhei quem estava à minha frente. O ar não era dos melhores a querer despachar a freguesia chata da manhã. Com um ar a que me dispuz de simpatia ocasional, disse ao que vinha. É capaz, por favor, de me informar se "fulana" de nome Filomena e apelido "tal" se encontra ainda internada no serviço X depois de uma situação de urgência. Olhou com um ar de que sabe tudo e numa folha breve viu e respondeu: Não há ninguém com esse nome e apelido. Insisto. Diga-me outros apelidos , por favor, de outras Filomenas que por aí se encontrem. -Não posso! (Parágrafo!) Não me deixando intimidar, prossigo...Mas não pode, porquê? Não pretendo assaltar ninguém! Trata-se de uma pessoa minha amiga que sei foi hospitalizada há dois dias e penso neste serviço. Vislumbrando mais o meu cérebro atacou. Diga-me, por favor, não estará no SOS...QuÊ? Desculpe, SO ! Que grande tormente de asneira para aquela cabecinha! Eu é que já implorava um SOS no subconsciente... Por fim, exausta, tentei a última chance. Diga-me e já sem favor, a senhora em questão não podia já ter tido alta? Ora veja´. Responde: Há aqui uma alta de uma Filomena, mas não posso dizer o apelido. Toma! Aí , ia-me passando....Aguentei verticalmente. E arremeti: Olhe aprenda a falar português e a ter a cabeça arejada. Eu estou elucidada!
A minha amiga tinha tido alta essa manhã. Comentários?! Para quê?
isabelmonteiro

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